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Livramento de Deus na Viagem para Vitória da Conquista

    Amados Irmãos Parceiros de Ministério: 

    Dia 07 de julho saímos de Brasília rumo a Vitória da Conquista: Carlos, eu, e uma família Kayabi. Suas orações nos sustentaram e livraram na viagem à Vitória da Conquista. Obrigada.  Em Minas, dois motoqueiros imprudentes cruzaram repentinamente a rodovia bem na frente de nosso carro.  Carlos conseguiu frear. Por bem pouco não foram arremessados à distância. Que susto!

    Faltando 3 horas para chegar a VC, um caminhão nos ultrapassou e dele caíram duas "bacias de ferro" tampa do freio do caminhão. Ambas vieram pipocando na pista em nossa direção. Uma caiu para o mato e a outra ficou enroscada embaixo de nosso carro, estourando o pneu dianteiro do lado do passageiro, de forma que,  até parar o carro no estreito acostamento e matagal, foi causando danos ao carro, sem falar no susto. Graças a Deus a peça não bateu no capô e nem no vidro, pois teríamos tido uma tragédia. Ficamos na maior escuridão e, pasmem, ficamos sabendo depois, que este é um trecho com alto número de assaltos, roubos a carros e caminhões e cargas (Rodovia MG-251, entre Salinas e o trevo da BR-116).

    Ninguém parava. Oramos para Deus enviar anjos e Ele enviou. Um carro parou no sentido contrário Bahia-Salinas e levou Susana, Suelen e eu. O senhor Detinho foi um dos anjos que Deus providenciou. Ele é empresário em Montes Claros e é dono de uma empresa de reboque e auto socorro também. Ele nos deixou em um vilarejo à beira da estrada, na cidadezinha de "Curral de Dentro".   Era uma pousada e moradia da D. Cirlei e Sr. Geraldo. Este senhor também presta serviço com reboque e guincho. Usei o telefone rural deles enquanto o Sr. Geraldo foi ajudar Carlos e Elenildo que estavam a uma distância de 38 km dali. 

    Fiquei ali na pousada aguardando o táxi que a seguradora ia enviar. Nesta pousada, a esposa do senhor Geraldo é da Assembleia de Deus de Curral de Dentro. Estávamos seguras. Os comentários tanto do Sr. Detinho como da D. Cirley, sobre assaltos a caminhões e cargas e carros particulares, furtos e depenação de carros e da maldade dos bandidos com as vítimas eram aterrorizantes. D. Cirley contou que, inclusive o sr. Geraldo foi vítima de bandidos que roubaram o caminhão dele na porta da pousada, a casa dele onde estávamos. Ele foi levado pelos bandidos que o obrigaram a beber um litro e meio de cachaça, ficando ele embriagado e abandonado em um matagal. Imaginem o nosso estado emocional com tanta "referência". 

    Enquanto isso fui acionando o seguro do carro e orando por Carlos e Elenildo que estavam na estrada à mercê dos bandidos que ficam circulando na área em busca de vítimas. Mas Deus enviou outro anjo. Era Marcos do Vale, um cantor popular conhecido na região norte de MG. Ele parou na estrada para socorrer Carlos e Elenildo. Esse homem foi de uma prestatividade tão grande que Carlos tratou de se identificar como pastor e disse em tom de brincadeira: se os bandidos aparecerem eu prego e você canta. Esse cantor ficou tão preocupado com a situação que queria tirar Carlos e Elenildo o mais rápido possível do lugar. Ele foi logo pegando o macaco, ergueu o carro, tirou aquela peça que causou o acidente, trocou o pneu estourado, se prontificou a acompanhar Carlos até o trevo da BR 116 onde teria lugar iluminado, um hotel e um ponto de telefone. Enquanto ele prestava socorro, o maligno apareceu. Um fusquinha passou, parou e ficou observando a situação. Deus reteve a ação do inimigo! Segundo o Marcos do Vale, era o contato dos bandidos já identificando uma vítima. Graças a Deus deu para Carlos dirigir devagar até o trevo, mesmo com a dianteira solta por baixo. 

O senhor Geraldo que foi prestar socorro, não encontrou Carlos no lugar que eu havia indicado. Ele voltou para um lugar onde havia sinal da VIVO celular e ligou para a mulher dele, D. Cirlei.  Quando eu soube, imagine minha angústia! Tanto eu quanto Suzana estávamos orando. O senhor Geraldo então, decidiu ir até o trevo da BR 116  e encontrou Carlos. Ele telefonou para a esposa e ela me avisou para tranquilizar. Que alívio. Carlos teve que pagar este deslocamento de "procura" a quantia de R$ 150,00. 

    Agora eu devia esperar o táxi que a seguradora estava mandando para me levar até o trevo, encontrar com o Carlos e Elenildo. Chegamos lá e o guincho da seguradora também. Uma hora da madrugada, Elenildo, Suzana e eu estávamos indo de táxi para VC. Chegamos às 3h30 de quarta-feira (08/07) e Carlos foi com o caminhão guincho acompanhando nosso carro e chegou meia hora depois. 

    Mas o interessante, é que a rua que dá acesso fácil ao lugar onde estamos hospedados estava bloqueada e Carlos tentou chegar por outro caminho. O cansaço e o nervosismo tomou conta dele de tal forma que Carlos não sabia mais como chegar ao apartamento e nem reconhecia em que lugar de VC ele estava. Telefonei duas vezes para orientá-lo e enfim ele chegou às 5 h da madrugada. Cansados, a família Kayabi foi logo dormir e eu fiquei acordada esperando Carlos e o guincho. Fomos dormir enfim às 5h30. Ufa! 

    Carlos pregou na PIB Bíblica de VC, onde é membro e somos missionários enviados por ela. Bem, não entendemos os propósitos de Deus, apenas cremos em Sua vontade que é boa e agradável. Também agradecemos o livramento e peço que orem para que o carro fique pronto em tempo para que possamos voltar juntos. Orem também pela viagem de volta e por provisões. 

    Louvem a Deus conosco pelas pessoas que Ele enviou para nos ajudar nesta viagem. 

    No amor do Mestre. Fraternalmente.

Raquel Alcântara

  • Jose Carlos e Raquel Alcântara


Raquel Alcântara
 


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